Vivendo na Borda: O que a Clínica nos ensina sobre o "Borderline" e a Crise do Simbólico A palavra borderline, uma adaptação já incorporada a nossa linguagem, remete diretamente à ideia de uma "borda". É como se o sujeito vivesse constantemente à beira de um precipício, oscilando entre o abismo e alguma estrutura. Historicamente, a modernidade tentou organizar o sofrimento humano em divisões muito claras: de um lado estava o "normal", aquele que é adaptado à regra, capaz de trabalhar, de amar, de formar vínculos e performar socialmente. Do outro lado, estava o "louco", que fora da realidade e desorganizado, era retirado do convívio social e colocado em manicômios. No entanto, a alma humana possui uma complexidade imensa e não cabe em "caixinhas" ou classificações estanques – da mesma forma que não somos definidos de forma engessada por nossos signos do zodíaco. A vida não é apenas preto no branco, e o diagnóstico borderline nos ajuda ...
A psicanálise parte de um princípio teórico das causas da a n s i e d a d e por um viés diferente. A do funcionamento do que Freud elaborou sobre o conceito de INCONSCIENTE . Esse conceito já existia, na filosofia principalmente, mas ele foi além. Em resumo, as crises de ansiedade, na qual o sujeito sente sintomas terríveis, são motivadas por uma interpretação de algo ameaçador, uma ameaça a vida. Porém, você não percebe, você não enxerga nada que ameace a sua vida. O que te deixa mais confuso! Por que estou sentindo tudo isso? E o pior, teus amigos e familiares visivelmente acham que é frescura, porque quando você vai parar no hospital não te dão nenhum diagnóstico, pressão normal, oxigenação normal, etc. Quem nunca passou por isso, não tem noção do que você está sentindo! Mas vamos lá, porque a psicanálise interpreta a ansiedade de forma diferente da neurociência , da psiquiatria e mesmo da psicologia em relação ao tratamento. A psicanálise é uma tría...